Mesmo sentindo as contrações, a atriz precisou fazer uma cesárea. Especialista explica por quê

 

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Mesmo entrando em trabalho de parto, a atriz Thaís Fersoza não pode ter parto normal no nascimento de seu segundo filho, Teodoro, que veio ao mundo no dia 25 de julho. “Tive as contrações e eu fiquei muito feliz de poder viver isso, mesmo tendo sido uma cesárea”, revelou ela em seu canal do YouTube. Thaís também é mãe de Melinda, de 1 ano.

“Eu não tinha como fazer um parto normal, é muito perigoso para quem teve um intervalo muito curto entre uma gestação e outra, não pode. E como a primeira foi cesárea, eu precisava fazer cesárea dessa vez também. Mas entrei em trabalho de parto, tive contrações, foi a coisa mais incrível do mundo. Sempre quis viver isso e o nosso gurizinho me deu esse presente de entrar em trabalho de parto”, disse ela.

O ginecologista e obstetra Cláudio Basbaum ressalta que a cesariana pode trazer benefícios, dependendo da condição clínica da mãe: “A cesariana é o procedimento cirúrgico que, quando bem indicado e tecnicamente bem realizado, reduz significativamente a morbidade (possibilidade de agravamentos da saúde) assim como os índices de mortalidade da mãe e do bebê”.

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Além disso, ele explica que o conceito de que, após a primeira cesárea, a mulher não pode mais tentar um parto vaginal não se aplica mais atualmente. “Devemos sempre lembrar que o antigo conceito de ‘uma vez cesárea, sempre cesárea’, mencionado há um século, atualmente deve ser sempre questionado e reavaliado com todo critério, analisando cada caso individualmente. Vem crescendo na literatura médica trabalhos evidenciando a tendência a pratica do parto vaginal após uma, duas ou mesmo três cesáreas”, diz ele.

“Embora não se possa garantir o sucesso, já é consenso que uma cesárea anterior não impede o trabalho de parto em uma futura gestação, desde que obedecidos certos princípios tais como: paciente estar em início de trabalho de parto espontâneo (ou responder positivamente à ‘prova de trabalho de parto’), manter sob atenta e constante vigilância a evolução do trabalho de parto e o monitoramento das condições fetais, saber qual a técnica prévia utilizada (por exemplo, cesárea com incisão anterior segmentar transversa oferece menor risco para uma ruptura uterina num parto subsequente) ou mesmo ter tido um parto vaginal prévio anterior à cesárea”, destaca.

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