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Você já deve ter reparado que vira e mexe sua calcinha parece estar úmida no fim do dia, além de algumas vezes também se deparar com um corrimento esbranquiçado com textura gelatinosa ou líquida na peça. Fica calma, porque isso é supernormal e rola com toda mulher que menstrua. O mais importante, porém, é saber identificar quando o fluido vaginal significa algum probleminha de saúde. Quer saber mais sobre o assunto? Então confira a entrevista do Só Delas com um especialista!

 

1) O que é o corrimento vaginal e como identificar algum problema?

Segundo o ginecologista Cláudio Basbaum, há uma pequena confusão quando o assunto é corrimento vaginal. A secreção incolor ou levemente esbranquiçada que as mulheres têm, principalmente depois da vida sexual ativa, nada mais é do que um fluido natural do corpo feminino e não apresenta nenhum problema de saúde. “A cavidade vaginal pode ter um conteúdo fisiológico (natural) quando se apresenta incolor ou levemente esbranquiçado; ou com aspecto de clara de ovo, sem odor, ardência ou coceira. Ele é constituído por líquidos que saem pelas paredes vaginais, endometriais e do colo uterino”, explica o profissional.

 

As características dessas secreções costumam variar de acordo com a fase do ciclo menstrual e não dão qualquer sintoma ou desconforto, tá? Segundo o médico, o corrimento torna-se um alerta somente se for acompanhado de sintomas como coceira, odor forte, ardência e uma cor que pode variar do esverdeado ao marrom. “Nesse caso, podemos dizer que é uma condição ‘anormal’ e associada à presença de bactérias, parasitas e fungos (trichomonas, candida, gardnerella, chlamydia e neisseria)”, disse.

 

2) Como saber se há algo errado com o meu corrimento vaginal?

De acordo com o médico, apenas com uma avaliação personalizada de cada paciente é possível chegar a um resultado certeiro. “Verificamos as características da secreção e, sobretudo, da avaliação complementar através de exames específicos para que alcancemos o diagnóstico preciso da causa e a escolha mais apropriada de tratamento”, explicou.

 

“Outras causas não infecciosas, como alergias, alteração da flora por uso de antibióticos e uso de dispositivos intrauterinos, por exemplo, podem estar presentes ou associadas. E vale destacar que o corrimento é mais frequente na população sexualmente ativa e, em particular, quando existem múltiplos parceiros”, esclareceu o médico.

 

3) O que pode causar o corrimento vaginal?

Alguns hábitos da rotina, muitas vezes, podem ser os responsáveis por pequenas infecções vaginais, tendo como consequência o corrimento amarelado ou esverdeado.

 

  • Falta de uma higiene cuidadosa com a região vaginal;
  • Usar biquíni ou maiô molhado por muito tempo;
  • Relações sexuais sem camisinha;
  • Alterações hormonais por conta de mudanças no ciclo menstrual;
  • Alterações hormonais por conta de diabetes, menopausa ou gravidez;
  • Uso de anticoncepcionais ou antibióticos.

 

4) Qual é o tratamento adequado para o corrimento?

Apesar da experiência do profissional e dos sintomas contribuírem bastante para a avaliação clínica, o tratamento depende, essencialmente, de um diagnóstico preciso. “Só assim poderemos diferenciar, por exemplo, se trata-se de uma vaginite (infecciosa) ou de uma vaginose (desequilíbrio na flora vaginal, com predominância de anaeróbios e ausência dos lactobacilos)”, explica Cláudio.

 

5) Corrimentos vaginais podem ser contidos com protetor diário

O protetor diário é ideal para te acompanhar o dia inteiro, proporcionando conforto e uma sensação de limpeza e frescor na região íntima. Ele protege sua calcinha, absorvendo a umidade natural e a transpiração, além de conter fluidos e pequenos escapes urinários. Esse tipo de produto é feito com material respirável, deixando você com sensação de frescor o dia todo 😀
Dr. Claudio Basbaum – Ginecologista
CRM: 11665

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