mssu_gde“Deus perdoa sempre; os homens, algumas vezes; a natureza, porém, jamais perdoa”.
Provérbio chinês

Nas sociedades primitivas, quem cuidava da saúde e de doença tinha todo o respeito da comunidade e era dono de grande poder.

Mesmo com o correr dos séculos e com os fundamentos científicos bem estabelecidos, sempre foi concedido ao profissional da saúde o papel de “médico-deus”, de “feiticeiro da tribo”, herdeiro daquele que impunha sua vontade acima do bem e do mal, tudo em suposto nome da saúde e da vida.

Por outro lado, o edifício social, no mundo ocidental, foi notadamente imposto e construído a partir do ancestral modelo masculino de dominação. Essa discriminação, patriarcal e opressiva, reflete-se, no caso da saúde da mulher, no lamentável atraso que a torna prisioneira de um modelo de tratamento ginecológico que pertence decisivamente ao passado.

A idéia preventiva de saúde, tal como defendida pelos membros da Pró-Matrix, é de respeito absoluto à integridade física e psíquica da mulher.

É fato conhecido que, nos Estados-Unidos, cerca de 600 a 700 mil mulheres perdem seus úteros anualmente. No Brasil, os números não são menos assustadores. Embora não haja estatísticas precisas, o volume anual de histerectomias é de 200 a 300 mil, com taxa de mortalidade variando de uma a duas por mil cirurgias realizadas.

Ao mesmo tempo, grande parte dos recursos do Ministério da Saúde tem sido gastos com internação de mulheres para tratamento de doenças gênito-urinárias. Muitos procedimentos e cirurgias desnecessárias, por vezes de efeito nocivo, poderiam ser evitadas através de ações educativas e campanhas de esclarecimento.

Devemos estimular as mulheres a exercerem seu direito de opção por novas técnicas e descobertas científicas, participando ativamente da melhora na qualidade de sua assistência médica e na escolha do seu tratamento.

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