riscos

Define-se como gravidez de risco aquela na qual estão presentes, ou estão se revelando, condições adversas que oferecem risco para a saúde materna ou fetal e cujo desfecho pode ser a mortalidade da mãe, do feto (ou recém-nascido), seja antes, durante ou no pós-parto.

Causas

São numerosos os fatores que podem levar a uma gravidez de risco. Eles variam de paciente para paciente e estão relacionados a doenças maternas, fetais ou associação de causas materno-fetais.

No primeiro grupo, podemos mencionar fatores como idade (muito jovens ou em faixa etária muito avançada), doenças cardíacas, tireoidianas, pulmonares, infecciosas, distúrbios da coagulação e tromboembólicos, diabete e hipertensão arterial, entre outras.

Dentre as causas fetais podemos mencionar as malformações congênitas, anormalidades cromossômicas, gestações múltiplas, infecções e prematuridade.

A terceira categoria de fatores está representada pelas causas associadas materno-fetais tais como a insuficiência istmo-cervical, rotura prematura da bolsa das águas, implantação anômala da placenta, trabalho de parto prematuro, pré eclâmpsia, com seu grave componente hipertensivo e outros.

Como prevenir

A prevenção deve ser iniciada por meio de avaliação e orientação pré-concepcional daquelas pacientes que estão em idade fértil. Dentre estes cuidados específicos, por exemplo, considerar:

  • idade materna
  • se gravidez espontânea ou de reprodução assistida
  • histórico obstétrico e sua evolução
  • histórico familiar de doenças hereditárias
  • existência atual de problemas clínicos maternos, avalia-los cuidadosamente e corrigi-los
  • prescrição do Ácido Fólico, 2-3 meses antes de engravidar
  • suspensão do fumo e do álcool
  • reduzir o eventual sobrepeso
  • interromper o uso de drogas ou medicamentos que reconhecidamente podem causar efeitos deletérios sobre o feto

Como identificar

Uma vez diagnosticada a gravidez, além do atento exame físico que será repetido a cada consulta, faz-se o rastreamento protocolar padrão por meio de testes laboratoriais (hemograma, glicemia, tipagem sanguínea, hemograma, testes para hepatite B e C, HIV, sífilis, toxoplasmose, exame de urina tipo 1 e urocultura, perfil tireoidiano, bacterioscopia e cultura de conteúdo vaginal, colpocitologia oncótica (Papanicolaou) e exame de imagem (ultrassonografia).

Diante de um risco suspeito ou constatado, os cuidados e atenções no pré-natal devem ser monitorados com precocidade e maior frequência, recorrendo à equipe de profissionais e métodos especializados na busca dos melhores resultados terapêuticos para o binômio mãe-bebê.

É comum dizer que “prevenir é melhor que remediar”. Assim sendo, como fazer a prevenção?

Como entender os sinais

Dentro das possibilidades, o médico deve estar atento a todos os sinais e sintomas relatados pela gestante para que se possa avaliar sua gravidade, rotular o quadro como urgente ou dar o diagnóstico de “gravidez de risco”.

O rastreamento leva em consideração em qual trimestre está a gestação, além de todo o histórico clínico e obstétrico, avaliação do estado geral, condições hemodinâmicas maternas, presença, localização e intensidade de dores, contrações uterinas, anormalidades nos batimentos cardio-fetais, sangramentos (todo sangramento genital durante uma gestação requer a busca de sua causa) e o reconhecimento de alterações laboratoriais específicas, inclusive testes genéticos, se indicados, e identificação de imagens significativas (Ultrassonografias com Doppler, Ressonância Magnética, etc) que aferem o grau de comprometimento e o prognóstico da evolução para mãe e bebê.

Veja a matéria que foi publicada pelo site Minha Vida.

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